Marketing de Conteúdo

Marketing de Conteúdo: os diversos papéis em uma estratégia de marketing

Após a era digital muita coisa foi modificada, desde as tecnologias facilitadoras para nos comunicarmos com pessoas que estão distante fisicamente, até o comportamento do consumidor, que deixou de abrir uma enciclopédia Barsa para procurar as respostas via Google. Pois bem, o conceito de Marketing de Conteúdo surgiu nesse novo contexto de sociedade.

E falando bem diretamente, o marketing de conteúdo está relacionado à criação de conteúdo, na busca de levar a informação até o público-alvo. Resumindo: é uma estratégia de marketing. Em uma realidade em que as empresas (de todos os tipos e tamanhos, bom lembrar) precisam participar do meio digital e estar por dentro de como os consumidores atuais se comportam, a criação de conteúdo se mostrou bastante relevante.

Marketing de Conteúdo

De forma simples, o conteúdo pode ser de vários formatos:

  • Conteúdos em vídeos
  • Criação de podcasts
  • Textos inbound - focados em landing pages
  • Textos em Blog
  • Criação de ebooks
  • Participação ativa nas principais mídias sociais
  • E-mail marketing

Antes, um pouco de história

No contexto pós era digital, a criação de conteúdo ganhou uma nova perspectiva. Não quer dizer que as estratégias de conteúdo não existiam antes da Internet. Ainda que propagandas inteligentes, comerciais de TV e rádio façam parte da condição de conteúdo, são conteúdos considerados outbound, ou em termos mais práticos: offline. 

Portanto, as revistas, matérias de jornal, comerciais e propagandas visuais faziam parte do marketing de conteúdo de antigamente. No entanto, eram estratégias mais limitados a grandes conglomerados, dado o custo mais alto de criar esses conteúdos. Com a Internet, a criação foi mais democratizada, dando mais opções às empresas de pequeno porte. 

E foi no século XXI que esses estudos de democratização e novas perspectivas começaram, e o termo “Marketing de Conteúdo” nasceu. Com uma presença massiva online nos anos 2000 dos países de blocos econômicos, a Internet passou a ser fundamental para toda e qualquer sociedade, se tornando até programa de governo. No Brasil, por exemplo, começou com mais força em 1994, com o objetivo de levar banda larga e sinal para a população. 

O futuro já tava escrito ainda na década de 90, mas ganhou corpo nos anos 2000, com um acesso mais rápido e com uso de computadores melhores. Assim, de acordo com os entusiastas da tecnologia e comunicação, como Pierre Lévy e Manuel Castells, a sociedade se moldou a essa nova era. 

A facilidade de mandar mensagens e se comunicar com pessoas de outros países trouxe uma presença ativa online massiva. As pessoas acessavam programas como Napster, Emule e mIRC para trocar arquivos e informações, e posteriormente o ICQ e o MSN para bate-papo. Os programas de e-mails também foram fundamentais para que empresas também olhassem para a Internet com grande potencial. Não era só ter um site, mas usar todos os mecanismos de comunicação. 

Como os conhecimentos vieram todos muito rápidos, em apenas uma ou duas décadas, o ser humano moderno se adaptou bem às grandes mudanças, procurando mais e mais formas de automatizar certas atividades, de organizar melhor fluxos financeiros, assim como levar mais segurança em todo tipo de troca comercial. 

Assim nasceu um ambiente propício para todas as naturezas sociais: o ser individual, que podia trocar informações com amigos, mas também os corpos organizacionais, desde pequenas empresas, até grandes ONGs ou clubes esportivos. O espaço era favorável para toda e qualquer troca.

O Interesse por conteúdo cresce

Nas últimas décadas as sociedades perceberam a força da Internet e os programas que se tornaram ainda mais amigáveis e de fácil uso. O GPS inteligente o bastante para guiar as pessoas em locais desconhecidos, os bancos online, permitindo pagar sem sair de casa. Surgiram ainda um grande número de mídias sociais, aproximando tribos de todos os lugares do mundo com a criação de conteúdo. 

Com esse ambiente construído de forma rápida e com grande interesse por parte de empresas de tecnologia e também por programadores, novas estratégias de como se comportar no mercado seriam imprescindíveis. Afinal, o público estava cada vez mais ativo, participativo e cada vez mais próximo das próprias empresas.

Foi observado que os usuários estavam cada vez mais trocando arquivos uns com os outros, e participando mais sobre assuntos sociais, culturais, e até mesmo tecnológicos. Indo além, passando a ter opiniões sobre empresas, clubes, organizações e até mesmo de governantes. Após alguns anos de Internet, estava mais do que claro que o ambiente virtual era o futuro da sociedade mundial.

Imaginem que os usuários podiam fazer uma crítica sobre um produto de uma empresa grande como a Nestlé, e essa crítica chegaria muito fácil a vários outros usuários, que podiam acabar concordando e dando mais voz a essa crítica, virando uma bola de neve negativa para a empresa. Se ela não está preparada para o meio virtual, se não possui presença nessas redes, como se explicar e como levar informação ao usuário? 

No início dos anos 2000, muito se viu como a Internet seria o futuro, e como a tecnologia em si revolucionaria sociedades inteiras. Mas a maioria das empresas ainda não estavam preparadas para lidar com um ambiente completamente diferente de quando tinham apenas com a televisão, jornal e o rádio.

Então, e as empresas?

Ainda nos tempos de Orkut, as empresas estavam tentando entender como se comportar no espaço online. Fazer uma comunidade oficial no Orkut? Será que isso não seria informal demais? Estar próximo ao público-alvo era interessante, mas também havia outros interesses importantes: automatizar as empresas. Foi nessa hora que o investimento em maquinário cresceu bastante, que programas de edição de texto e imagem surgem. 

De início, grandes empresas procuraram criar seus sites, ainda sem muitas linguagens de programação disponíveis. Por isso temos algumas versões de sites bem antigas. O e-mail foi o primeiro formato mais claro de uso das empresas para atender o cliente. Com o uso do celular também nessa mesma época, as empresas conseguiam dividir um pouco as tecnologias e atender a demanda, mas ainda de forma distante ao cliente. 

Programas de CRM também foram surgindo nessa época, na tentativa de criar uma rede interna em grandes e médias empresas. Com um CRM, a empresa teria noções mais claras de dados, profissionais de cada setor e como as áreas estavam atuando. Automatizar as empresas com a rede online foi o primeiro passo para que as áreas comerciais e empresariais  se adaptarem ao meio virtual. 

E com a chegada do Facebook, YouTube, Instagram, Tik Tok, LinkedIn, Pinterest, Twitter, as possibilidades na criação de conteúdo se tornaram muito mais gigantescas. É por isso que o Marketing de Conteúdo surgiu para unir todas as possibilidades de criação nesse universo digital e ajudar desde trabalhadores autônomos, até grandes empresas.

As atividades do Marketing de Conteúdo

Por se tratar de uma área nova no marketing, o conteúdo que surgiu na última década ainda está em constante evolução, pois o objetivo principal desse tipo de marketing é acompanhar o comportamento do usuário através das métricas. Por isso ferramentas como Google Analytics e Google Search Console ajudam bastante a entender o que o usuário gostaria de ler e quais suas dúvidas. 

Com essas duas ferramentas configuradas no seu site, é possível saber quais as páginas mais acessadas, quais têm mais rejeição do usuário, assim como o tempo em que ele passa em cada página. São informações cirúrgicas e bem importantes para criar uma estratégia futura de conteúdo, escolhendo uma série de formatos.

Atividades do Marketing de Conteúdo

As grandes e médias empresas possuem mais condições, tanto físicas quanto financeiras, de manter um setor de marketing atuante. Mas essa não é a realidade da maioria das empresas de pequeno porte, que são majoritárias no Brasil. No setor de marketing, quando se trata de conteúdo, é ideal que a empresa tenha ao menos 3 profissionais:

  • Gestor de Conteúdo;
  • Editor;
  • Redator.

No entanto, empresas de vários setores não possuem condições para contratar e manter um setor completo de marketing, e assim as agências de marketing digital fazem essa ponte para disponibilizar todas essas atividades possíveis do Marketing de Conteúdo.

  • Conteúdo para landing pages

Já falamos para vocês como que as landing pages funcionam, e são páginas em que a criação de conteúdo é fundamental. Uma das características centrais do marketing de conteúdo é criar sem a necessidade de usar os artifícios das propagandas de TV e rádio. O que isso significa? Não é necessário empurrar slogans ou o nome da empresa todo santo parágrafo. 

Com a Internet e as trocas informacionais entre os usuários, o comportamento mais claro que foi notado pelos estudiosos da tecnologia e comunicação foi que o usuário estava mais propenso a se informar, e não comprar um produto por comprar. Era necessário um motivo. 

A busca por empresas que tinham ações mais éticas e a preocupação com o público aumentaram. Não era mais o bastante ter o produto e vendê-lo. Por isso landing pages se tornaram muito importantes para informar e conquistar o público.

  • Conteúdos em vídeos

O boom do YouTube, o segundo site mais visitado do mundo, atrás somente do próprio Google, abriu inúmeras portas para as empresas. Além da criação de seu próprio canal, o YouTube possui uma grande plataforma de anúncios, possibilitando comerciais visuais rápidos e a objetivos. 

Em seu próprio canal, além de explicar e mostrar mais sobre sua empresa, é possível criar roteiros de minisséries, documentários, filmes de curta metragem e todo tipo de conteúdo audiovisual, como programas ao vivo – conhecidos como lives. É possível criar roteiros que relacionam o setor da sua empresa, com as realidades brasileiras, assim como fazer vídeos institucionais interessantes e bem informativos.

  • Criação de podcasts​

Não subestimem os programas virtuais de rádio, conhecidos como podcasts! No Brasil, pesquisa da Deezer apontou que o podcast cresceu 67% em 2019. Pessoas de todos os tipos preferem ouvir informações do que ler, normalmente pela falta de tempo de dedicar à leitura. 

O podcast, ao contrário, pode ser ouvido enquanto dirige, enquanto lava uma louça ou cozinha, assim como enquanto corre pela manhã, entre outras atividades. É um formato de fácil acesso e de fácil absorção. Os temas são diversos: existem programas jornalísticos, de tecnologia, ciência, história, geografia e entretenimento. 

É possível criar uma estratégia de marketing de conteúdo para que sua empresa também se adapte à essa realidade. Podem ser programas internos, apenas aos funcionários da empresa, e gerais, disponíveis em plataformas públicas, como Google Podcasts e Spotify.

  • Textos em Blog

Também já explicamos como o blog se tornou uma ferramenta fundamental para uma estratégia de marketing! O blog permite que seu site seja mais procurando, relevante e que receba mais autoridade, ou seja, notas positivas pelos algoritmos do Google. 

Os conteúdos em texto também são um bom norte para começar uma estratégia de conteúdo, pois pode sempre ser adaptado e melhorado para receber mais visitas. Com um bom conteúdo montado, é possível utilizar esse texto em blog como referência para outros conteúdos, como para vídeos, podcasts e até mesmo ebooks.

  • Criação de ebooks

Os ebooks são conteúdos mais rebuscados, informacionais e completos para gerar conhecimento no seu público. O seu potencial cliente pode aprender com seus ebooks, e junto com o conhecimento, pode se tornar um cliente de fato, convertendo uma venda. 

O ebook tem um conteúdo mais aprofundado que um post de blog, explicando mais afundo sobre um tema em específico e dando possibilidades para o usuário procurar mais informações. Os temas são também bem abrangentes. Pode ser a respeito de uma nova ferramenta no seu setor de trabalho, sobre as dificuldades em tempos de crise e como lidar com elas, assim como na apresentação de novas tecnologias e análises de outras que já existem e não são tão valorizadas. 

Há uma infinidade de formas de fazer um ebook, mas ele certamente vai trabalhar em conjunto com uma landing page, e-mail marketing e com as mídias sociais, que não podem ficar de fora quando falamos de Marketing de Conteúdo.

  • Participação ativa nas principais mídias sociais

Nem sempre é necessário que sua empresa esteja em todas as mídias sociais, mas, escolhidas e analisadas as redes que mais fazem sentido com sua empresa, é preciso estar presente. Nenhum trabalho de marketing de conteúdo traz resultados estonteantes da noite pro dia, no entanto é um trabalho que precisa ser feito com constância. 

O que isso significa? Nas mídias sociais, o que vale mesmo é estar presente. Ficar sem postar ou sem criar algo específico para as mídias sociais é “atestado de morte”. Os algoritmos não estarão muito do seu lado, os usuários te verão menos e sua relevância vai cair. 

No Marketing de Conteúdo o planejamento é que tenha um cronograma de ao menos um mês antes de postar qualquer coisa. Reuniões ajudam a estruturar esses conteúdos, dando também espaço para algum tipo de conteúdo emergencial, necessário em casos que não prevemos.

  • E-mail marketing

O e-mail marketing não morreu e está mais vivo do que nunca. Empresas e usuários utilizam essa ferramenta rotineiramente todos os dias. É uma ótima forma de trocar informações, conhecimentos e contato. Assim, com ferramentas atuais de disparo de e-mails, é possível separar grupos de usuários que possuem características semelhantes e mandar e-mails específicos e voltados a esse grupo. 

Com as automatizações recentes, o e-mail marketing se tornou uma grande arma de disparar conhecimento e novos conteúdos, fazendo parte da maioria das estratégias de marketing de conteúdo. Nele é possível enviar recados especiais, ebooks, vídeos, datas de webnares, assim como de cursos e produtos em ofertas.

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